Arqueobotânica
A formação do acervo arqueológico desta instituição remonta ao século XIX e se
estende até os dias atuais, incluindo coleções formadas por meio de pesquisas de professores da
casa, doações e legados, além de pesquisas realizadas no âmbito do Licenciamento Ambiental,
com endosso da instituição.
O acervo, como um todo, se caracteriza por uma alta diversidade de itens, entre
artefatos, ecofatos, e outros vestígios, representativos de culturas arqueológicas originárias de
diversas partes do mundo que vão desde o Paleolítico Superior europeu até o Brasil Histórico do
século XIX, e compreende importantes coleções de Arqueologia Clássica (Egito Antigo e
Mediterrâneo) e Pré-Colombiana, com destaque para um acervo inigualável de Arqueologia
Brasileira que representa desde o sul do país até a Amazônia, em intervalos de tempo
multimilenares.
A principal Reserva Técnica da Arqueologia, situada no Palácio da Quinta da Boa Vista,
foi severamente atingida pelo fogo em setembro de 2018, mas uma boa parte do material aí
armazenado foi recuperada e, atualmente, passa por um processo minucioso de inventário.
Conjuntos de objetos como a Coleção Egípcia, que antes do incêndio compunha a maior coleção
do tipo na América Latina; a Coleção Imperatriz Teresa Cristina, que inclui objetos diversos de
proveniência Itálica, Etrusca e Greco-Romana até materiais provenientes de escavação
arqueológica promovida pela própria Imperatriz Teresa Cristina; a Coleção Pré-Colombiana,
reúne materiais relativos aos mais distintos povos e períodos, provenientes de diferentes países
– entre eles México, Venezuela, Peru, Bolívia, Chile e Uruguai; e ainda a Coleção Balbino de
Freitas, que conta com tombamento em nível federal pelo Insituto do Patrimônio Histórico e
Artísitico Nacional (IPHAN) desde 1938, se encontravam nesse espaço e, a partir de um
trabalho cuidadoso vem sendo reintegradas ao Acervo através de procedimentos de
identificação, catalogação, conservação e restauro.
Além disso, os espaços de guarda do acervo arqueológico também incluem a Reserva
Técnica do Horto Botânico e da Casa de Pedra, onde estão depositadas coleções
importantíssimas para a reconstrução das narrativas de ocupação do estado do Rio de Janeiro.
Essas, não foram afetadas pelo incêndio. São compostas, principalmente por materiais
relacionados com a cultura sambaquiana e grupos ceramistas do litoral do Rio de Janeiro, bem
como grupos que ocuparam esse território no período histórico, compreendendo contextos que
vão desde o início da ocupação portuguesa no Rio de Janeiro (século XVI), até aqueles mais
recentes.
Atualmente, através dos esforços da equipe, esse acervo dá suporte para pesquisas
acadêmicas de diversos níveis, desde graduação até o doutorado de alunos de diversas
instituições.
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